Fetaesp no Bom Dia Campo

Presidente da Federação destacou a importância da organização e do cooperativismo para os agricultores familiares

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Braz Albertini ao lado do apresentador Yassir Chediak (Foto cedida pelo Canal Rural)

No dia 25 de fevereiro, a agricultura familiar foi assunto do programa Bom Dia Campo, veiculado pelo Canal Rural de segunda à sexta, das 8:30h às 9h.

O presidente da Fetaesp, Braz Albertini, falou ao apresentador Yassir Chediak sobre a necessidade que os produtores familiares têm de se organizar em grupos.

 Braz defendeu que, juntos, os produtores familiares podem acessar mais políticas públicas, comercializar melhor seus produtos e vendê-los para a merenda escolar, além de hospitais e presídios.

  “Sozinho, o agricultor familiar não se organiza. É preciso começar com uma associação, depois uma cooperativa. E para isso é preciso que o estado ajude, com um técnico capacitado”.

 Ele diz que esse técnico deve ajudar a planejar as lavouras ao longo do ano e trazer informações sobre inovações tecnológicas, como sementes, adubos e outros insumos. “É preciso organização e ajuda de um técnico que lidere esse processo. A escola precisa de comida todos os dias, menos sábado e domingo. Então é preciso planejar,” explica.

Para ele, o aprimoramento da extensão rural é fundamental para que o agricultor familiar se desenvolva e melhore sua produtividade e renda.

O vídeo está disponível no link abaixo:

http://www.canalrural.com.br/videos/bom-dia-campo/presidente-fetaesp-fala-sobre-desafios-agricultura-familiar-52934

Brasil e países africanos alinham estratégias econômicas no combate à fome

Encontro reforçou a importância do intercâmbio de conhecimentos e tecnologias para produção de alimentos saudáveis nos países africanos e de língua portuguesa

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Agricultura tem grande potencial para auxiliar na erradicação da fome no planeta. (Giuliano Martins/Arquivo Fetaesp)

A agricultura familiar como estratégia para combater à fome e à pobreza foi o tema de reunião do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, com líderes de países africanos.

O encontro reforçou a importância do intercâmbio de conhecimentos e tecnologias para produção de alimentos saudáveis nos países africanos e de língua portuguesa.

O Brasil tem acordos de cooperação técnica que ajudam a desenvolver a agricultura familiar de outros países. Uma destas ações é o acordo com Moçambique por meio do Programa Mais Alimentos Internacional.

As primeiras máquinas brasileiras, comercializadas pelo programa, chegarão ao país africano ainda neste mês. O maquinário produzido pela indústria brasileira foi enviado de navio e deve começar a chegar ao país a partir do 24 de fevereiro. Nessa primeira remessa, foram enviados 250 tratores em 84 contêineres.

De acordo com o ministro Patrus Ananias, essas estratégias são fundamentais para o intercâmbio de conhecimento e conquistas como a erradicação da pobreza.

“Nós queremos levar as nossas experiências, conquistas tecnológicas e equipamentos para outros povos, especialmente aos povos da América Latina e África. E queremos também aprender com eles em uma ação integrada para que, juntos, possamos erradicar a fome e a desnutrição em nossos países e em todo o mundo”, afirmou.

Neste sentido, outras estratégias foram debatidas no encontro como a realização do Seminário “CPLP Juntos contra a Fome através do Desenvolvimento Agropecuário e Infraestrutura”, que está previsto para setembro deste ano, em Uberaba (MG).

Mais Alimentos Internacional

O Programa Mais Alimentos Internacional tem dois objetivos: estabelecer uma linha de crédito concessional para o financiamento de exportações brasileiras de máquinas e equipamentos destinados à agricultura familiar e fornecer apoio a projetos de desenvolvimento rural para o fortalecimento da produção da agricultura familiar por meio da cooperação técnica e do intercâmbio de políticas públicas.

Coordenado pelo MDA, o programa tem a participação de mais de 500 empresas brasileiras, que exportam para seis países: Zimbábue, Moçambique, Senegal, Gana, Quênia e Cuba.

O governo brasileiro já aprovou R$ 1,2 bilhão em exportação de tecnologia de máquinas agrícolas, área em que o Brasil é referência mundial. A previsão é de que mais de 2,5 mil tratores sejam comercializados pelo programa.

Além disso, mais de 60 mil equipamentos e máquinas agrícolas também serão usados nas lavouras dos países cooperantes.

Moçambique

No total, foram enviadas três remessas de tratores para Moçambique. Até a primeira semana de março, outras máquinas e diversos implementos agrícolas serão enviados. São 583 tratores e 2,6 mil implementos agrícolas que sairão do Brasil com destino ao país africano nesta primeira etapa.

“Estes equipamentos vão ajudar a aumentar a produtividade e explorar mais áreas em Moçambique. A terra não é um problema, há áreas produtivas que não são exploradas e com esses equipamentos teremos possibilidades de produzir mais e erradicar a fome no país e também no mundo”, destacou o representante da FAO na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Helder Muteia.

Ministério do Desenvolvimento Agrário

Programa Dia a Dia Rural entrevista presidente da Fetaesp

Braz Albertini falou sobre os desafios da agricultura familiar e dos problemas enfrentados pelo setor

Braz Terra Viva - 22.01.2015

Braz comentou sobre as necessidades de acesso à tecnologia e melhoria da extensão rural no país. (Foto: Paulo Palma Beraldo/Fetaesp)

As dificuldades de compra de insumos e venda de produtos. A necessidade de acesso à tecnologia e o desafio de manter os jovens no campo.

Esses foram alguns dos temas debatidos pelo presidente da Fetaesp, Braz Albertini, no Programa Dia a Dia Rural, da TV Terra Viva, apresentado pela jornalista Andrea Godoy.

No começo da conversa, Braz defendeu que a agricultura familiar não é tratada da forma como merece. “A agricultura familiar tem um potencial muito grande, mas é preciso explorar isso. Fazer esse produtor atingir um bom nível de produção. Fala-se muito em agricultura familiar, mas na prática faz-se pouca coisa”, disse.

Braz disse que para os agricultores empresariais, graças ao volume de capital e à extensão da terra, o acesso às tecnologias é mais viável, além da possibilidade de comprar insumos e vender produtos em escala, obtendo preços melhores.

“Na agricultura familiar, a colocação do produto no mercado é mais complicada. Na hora de comprar insumos também. Nós temos que organizar esses agricultores e suas produções, seja em associações ou cooperativas”, disse.

E, para isso, destacou a necessidade de melhorar a extensão rural e a assistência técnica. “A agricultura familiar precisa desse empurrão. É necessário pegar as pesquisas dos institutos e levar até essas pessoas. A verdade é que não se tomou até hoje a decisão política de viabilizar a agricultura familiar”, explicou.

O Dia a Dia Rural é exibido de segunda à sexta das 11:30 às 12:00 e traz entrevistas, debates técnicos e informações sobre o agronegócio no Brasil e no mundo. Para ver a entrevista, acesse esse link.

http://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia.aspx?n=740006

Departamento de Comunicação Fetaesp – (14) 2106-2800

Pronaf fecha primeiro semestre da safra 2014/2015 com novo recorde

O valor das operações de crédito nos seis primeiros meses do ano agrícola 2014/2015 é recorde para o período.

De julho a dezembro de 2014, o total aplicado pelos agricultores familiares brasileiros alcançou R$ 15,2 bilhões. Este valor é aproximadamente 23% acima do que foi contratado no mesmo período na safra 2013/2014.

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Mais de 1 milhão de contratos foram assinados.  (Foto: Paulo Palma Beraldo/Fetaesp)

São mais de 1,1 milhão de contratos que viabilizaram acesso às linhas de custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

No período, os agricultores familiares aplicaram R$ 8,3 bilhões em mais de 726 mil contratos em investimento. O montante foi utilizado para aquisição de máquinas agrícolas, tratores, colheitadeiras, animais, implantação de sistemas de armazenagem e de irrigação, projetos de melhoria genética, adequação e correção de solo, recuperação de pastagens e ações de preservação ambiental.

Os outros R$ 6,9 bilhões, em mais de 415 mil contratos, foram para operações de custeio. A verba foi usada para despesas de atividades agrícolas e pecuárias, aquisição de insumos, realização de tratos culturais e colheita, beneficiamento ou industrialização do produto financiado, produção de mudas e sementes certificadas e fiscalizadas.

De julho a dezembro de 2014, as mulheres acessaram R$ 2,2 bilhões em mais de 306 mil contratos. Na safra anterior, no mesmo período, elas aplicaram R$ 1,8 bilhão em 297.606 contratos.

O Plano Safra 2014/2015, que termina em junho deste ano, prevê a disponibilização de R$ 24,1 bilhões.

*Os valores foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário

São Paulo tem novo secretário da agricultura

Cerimônia de posse na capital paulista reuniu mais de 700 participantes

O deputado federal reeleito nas últimas eleições, Arnaldo Jardim, ocupará o cargo de Mônika Bergamaschi, secretária entre 2011 e 2014.

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Arnaldo Jardim em discurso no dia da posse. (Foto: João Luiz/SAA/SP)

Mais de 700 pessoas estiveram presentes na posse do novo secretário, ligado ao setor sucroenergético, no dia 08 de janeiro, em São Paulo.

Na ocasião, Arnaldo Jardim reforçou a importância da agricultura paulista, dizendo que o estado é o maior produtor de açúcar, etanol e laranja, além de ter importante parcela na produção nacional de café, ovos, frutas entre outros. Jardim colocou a sustentabilidade e o setor sucroenergético como prioridades em sua gestão.

O presidente da Fetaesp, Braz Albertini, participou do evento, reforçando o papel da entidade em representar o segmento da agricultura familiar no estado.

Relatório de sustentabilidade

O relatório de sustentabilidade da Secretaria de Agricultura e Abastecimento durante o período de 2011 a 2014 foi distribuído aos presentes. O documento traz informações sobre ações realizadas no período.

O documento começa com uma carta do governador Geraldo Alckmin, seguida por outra de Mônika Bergamaschi para depois trazer dados como a área agrícola paulista, de 21,4 milhões de hectares, distribuídos por 325 mil propriedades rurais.  Deste número, a metade é formada pela agricultura familiar.

O relatório lembra que a Secretaria está presente em 594 municípios paulistas e conta com 4.945 servidores. Relembra também a história da secretaria e suas realizações, já que ela existe desde 1891.

O relatório aponta o papel fundamental no Brasil até 2050, em um mundo onde a população mundial deverá atingir 9,6 bilhões de pessoas. Poucos países podem aproveitar melhor esse potencial de crescimento agropecuário que o Brasil, aponta o documento.

Há ainda informações sobre o acesso a crédito e de financiamentos como o Pró-Trator II e o Pró-Implemento II, que dobraram na gestão. Além disso, mais de 2.400km de estradas rurais foram recuperados pelo Programa Melhor Caminho e ressalta as ações da pesquisa agropecuária paulista: há 1531 linhas em andamento.

O relatório aponta o principal problema do setor como a comunicação e sua imagem perante a sociedade. Outro desafio da secretaria é auxiliar no desenvolvimento dos agricultores familiares, papel exercido pela Fetaesp através de políticas públicas e da Agrifam, a feira da agricultura familiar.

Departamento de Comunicação Fetaesp

Novo ministro reafirma compromisso com a agricultura familiar

Patrus Ananias é um dos membros fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e já foi vereador e  prefeito em Belo Horizonte, além de ter  sido ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2004 e 2010.

O novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento da agricultura familiar e da reforma agrária, em cerimônia de transmissão de cargo realizada, na manhã desta terça-feira (6), em Brasília.

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Novo ministro destacou a importância dos movimentos sociais para a obtenção de avanços no campo. (Foto: Albino Oliveira/MDA)

“O tema da reforma agrária ainda desperta polêmica e encontra resistência. Por isso, sua tradução na realidade brasileira e na solução de conflitos sociais não depende apenas da vontade da presidenta da República, passa pelo Congresso Nacional, Judiciário e, sobretudo, pela sociedade”, destacou. Ele recebeu o cargo do ministro Miguel Rossetto, que assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Patrus Ananias ressaltou a importância da participação dos movimentos sociais no desenvolvimento do meio rural brasileiro. “Aqui estamos, também, em decorrência da ação de entidades sindicais e movimentos sociais comprometidos com a agricultura familiar, associados ao cooperativismo, à economia solidária, ao desenvolvimento dos territórios regionais; comprometidos com a produção de alimentos saudáveis e, ainda, com as lutas democráticas pela reforma agrária e pela efetiva aplicação do princípio constitucional da função social da propriedade”, afirmou.

Entre 2004 e 2010, Patrus Ananias foi ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e manteve diálogo com movimentos e entidades sociais. “Adotaremos no MDA a mesma linha dialogante e democrática de conduta. É mais um forte momento, gratificante e desafiador. Nosso desejo e compromisso é manter, aperfeiçoar e ampliar as conquistas do MDA”, assegurou Patrus Ananias ao destacar que acredita no trabalho em equipe, no planejamento e avaliação das políticas públicas, nas ações integradas e intersetoriais n os diferentes territórios do país.

Ele ainda comentou sobre a importância das políticas públicas. “A política tem uma dimensão finalística que se traduz na correta construção e aplicação das políticas públicas, eficácia das obras e das ações que melhoram cada vez mais a vida das pessoas, famílias e comunidades, até o plano nacional que se estende a humanidade ao planeta”, disse.

Durante a cerimônia, o ministro Miguel Rossetto agradeceu a todos, transmitiu o cargo e enfatizou a importância dos movimentos sociais e dos avanços sociais nos últimos 12 anos. Segundo ele, 786 mil famílias tiveram acesso à terra via reforma agrária ou crédito fundiário. “O Brasil carrega uma experiência democrática extraordinária e tenho certeza que reconhece a qualidade das lideranças populares e sociais do meio rural brasileiro, que com energia, criatividade e compromisso possuem a capacidade estratégica de pensar o meio rural brasileiro”, salientou.

 Trajetória

Patrus Ananias, 62 anos, é natural de Bocaiuva (MG), advogado e doutorando em filosofia. É professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e pesquisador da Escola Legislativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, da qual é servidor público concursado.

Atuou principalmente defendendo categorias profissionais, associações comunitárias e movimentos sociais. É um dos membros fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual se filiou em 1981. Foi vereador em Belo Horizonte (1989-1992), prefeito da capital mineira (1992-1996) e ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2004-2010).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

Reaf cria Selos Nacionais de Identificação da Agricultura Familiar para países do Mercosul

Evento foi realizado entre 3 e 6 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai

Para celebrar os dez anos de criação da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf) e o encerramento do Ano Internacional da Agricultura Familiar, Camponesa e Indígena – instituído pela Organização das Nações Unidas, foram criados os Selos Nacionais de Identificação da Agricultura Familiar, durante a XXII Reaf.

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Cada país deverá criar seu próprio selo de identificação. (Foto: Ascom/MDA)

Cada país membro da Reaf irá desenvolver o seu próprio selo onde constará também a identificação do Mercosul, mas o Brasil já possui a marca desde 2012.

O Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) é emitido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e terá apenas o acréscimo da identificação do Mercosul.

“Os selos são instrumentos fundamentais para estimular a identificação e visibilidade dos produtos da agricultura familiar, criando oportunidades de comercialização e alternativas de consumo consciente e responsável para estes produtos”, destacou o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor do MDA, Onaur Ruano.

Durante o encontro, os participantes também fizeram um balanço dos últimos dez anos de trabalho, identificando os principais avanços e desafios para o futuro. “A Reaf é um espaço de diálogo político sobre políticas públicas, onde são definidas diversas iniciativas de cooperação técnica internacional. Ela organiza iniciativas de caráter regional além de promover o diálogo direto entre os países”, explicou o coordenador da Assessoria Internacional do MDA, Caio França.

Participaram cerca de 150 representantes de governos, movimentos e organizações sociais da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Reaf
A cada ano, um dos países membros assume a presidência pró-tempore da Reaf. O último encontro marcou o fim do mandado da Argentina e o início da gestão do Brasil, que sediará a próxima reunião.

A Reaf foi criada em 2004, por sugestão do governo brasileiro, como órgão assessor do Mercosul para temas relacionados à agricultura familiar. Seu método de funcionamento está baseado na participação de governos e sociedade civil, que tem direito à voz em todas as instâncias de trabalho da Reunião.

“Ao longo de seus dez anos de existência, consolidou-se como uma das experiências mais exitosas de integração e cooperação regional para a elaboração de políticas públicas aplicadas para o fortalecimento da agricultura familiar”, afirmou o coordenador da Assessoria Internacional do MDA.

Ministério do Desenvolvimento Agrário