Mais Alimentos auxilia na modernização da produção

Política pública de financiamento permite a aquisição de resfriadores, tratores, ordenhadeiras, sistemas de irrigação, entre outros

Programa Mais Alimentos tem como objetivo modernizar a agricultura familiar. (Foto: Arquivo Fetaesp)

Programa Mais Alimentos tem como objetivo modernizar a agricultura familiar. (Foto: Arquivo Fetaesp)

O agricultor familiar que pretende aumentar a produtividade pode contar com o programa Mais Alimentos do Governo Federal.

O programa permite ao agricultor familiar investir na modernização da produção, por meio da aquisição de máquinas e implementos agrícolas.

A política permite o financiamento de resfriadores, tratores, ordenhadeiras, sistemas de irrigação, máquinas para agroindústrias, entre outros itens.

O agricultor que adquire um equipamento por meio das linhas de crédito do Mais Alimentos tem prazo de até 10 anos para pagar, com juros de 0, 5% a 2% ao ano, para projetos individuais de até R$ 150 mil e coletivos de até R$ 750 mil.

Para financiamento de estruturas de armazenagem o prazo pode chegar a 15 (quinze) anos, com carência de três anos. Cabe destacar que os financiamentos destinados às atividades de suinocultura, avicultura e fruticultura podem chegar a R$ 300 mil.

Criado em 2008, o programa financia máquinas e equipamentos agrícolas em estabelecimentos rurais ou em áreas comunitárias rurais próximas.

O Mais Alimentos contempla os seguintes produtos e atividades: açafrão, arroz, cana-de-açúcar, café, centeio, feijão, mandioca, milho, palmácea para produção de palmito, soja, sorgo, trigo, erva-mate, apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura.

Como acessar

Para acessar o programa, o agricultor familiar deve ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e avaliar o projeto que pretende desenvolver. Em seguida procurar a entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do seu município e, com sua DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) válida, solicitar a elaboração do projeto técnico de financiamento.

Finalizada essa etapa, deve encaminhar o projeto para análise de crédito e aprovação do agente financeiro. Aprovado o projeto técnico, o agricultor está apto a acessar o recurso.

Mais Alimentos

O Mais Alimentos é uma linha do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e tem como objetivo impulsionar a modernização nas propriedades dos agricultores familiares, apoiar o aumento da produção, promover a segurança alimentar além de incentivar a venda de máquinas agrícolas nacionais.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

Fiscais do Senar fazem palestra para sindicatos filiados

Gerente financeiro e chefe da Divisão Técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo falaram para mais de 40 dirigentes sindicais

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Palestrantes esclareceram dúvidas dos dirigentes sindicais sobre o Senar. (Foto: Arquivo Fetaesp)

Na última sexta-feira, dia 13, o gerente financeiro do Senar-SP, Sérgio Oliveira e o chefe da divisão técnica da instituição, Jair Kaczinski, viajaram para Bauru fazer uma palestra para os sindicatos filiados da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo.

O evento foi uma boa oportunidade para os sindicatos tirarem suas dúvidas sobre os cursos realizados em parceria com Senar e a Fetaesp. A reunião começou com fala da tesoureira da Federação, Sônia Sampaio, que falou sobre algumas alterações dos procedimentos dos cursos.

Sônia pediu que os sindicatos trabalhem conforme as orientações dos palestrantes, já que quando há problema com um, todos os outros são afetados. E explicou que se algum sindicato bloquear o sistema, terá que arcar com os prejuízos e ficará sem cursos naquele ano.

Flaviane Fortunato, do departamento educacional da Fetaesp, lembrou que as solicitações de cursos devem sempre ser feitas antes do dia 13 do mês anterior. “Por exemplo: para fazer um curso em março, nós precisamos receber o pedido entre o dia 1 e 13 de fevereiro”, exemplificou.

Ressaltou, após uma pergunta, que a quilometragem paga pelo Senar aos instrutores é de cidade para cidade, e não da cidade até a propriedade rural, o que costuma causar confusões. Explicou também que só é possível fazer uma alteração por projeto, então é preciso prestar bastante atenção na hora da realização da ficha.

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Palestrantes de São Paulo vieram para Bauru falar sobre o Senar. (Foto: Arquivo Fetaesp)

Posteriormente, os representantes do Senar explicaram alguns aspectos como os valores para alimentação, de R$ 15,50, por pessoa e que os outros custos sãoo para materiais didáticos, locação de equipamentos, auxílio deslocamento entre outros.

 Sérgio Oliveira disse que é necessário que tudo seja digitalizado. Jair Kaczinski ressaltou que os arquivos devem ser guardados para prestar contas por até 10 anos, pois há auditorias constantes.

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Fotos: Arquivo Fetaesp

Fetaesp no Bom Dia Campo

Presidente da Federação destacou a importância da organização e do cooperativismo para os agricultores familiares

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Braz Albertini ao lado do apresentador Yassir Chediak (Foto cedida pelo Canal Rural)

No dia 25 de fevereiro, a agricultura familiar foi assunto do programa Bom Dia Campo, veiculado pelo Canal Rural de segunda à sexta, das 8:30h às 9h.

O presidente da Fetaesp, Braz Albertini, falou ao apresentador Yassir Chediak sobre a necessidade que os produtores familiares têm de se organizar em grupos.

 Braz defendeu que, juntos, os produtores familiares podem acessar mais políticas públicas, comercializar melhor seus produtos e vendê-los para a merenda escolar, além de hospitais e presídios.

  “Sozinho, o agricultor familiar não se organiza. É preciso começar com uma associação, depois uma cooperativa. E para isso é preciso que o estado ajude, com um técnico capacitado”.

 Ele diz que esse técnico deve ajudar a planejar as lavouras ao longo do ano e trazer informações sobre inovações tecnológicas, como sementes, adubos e outros insumos. “É preciso organização e ajuda de um técnico que lidere esse processo. A escola precisa de comida todos os dias, menos sábado e domingo. Então é preciso planejar,” explica.

Para ele, o aprimoramento da extensão rural é fundamental para que o agricultor familiar se desenvolva e melhore sua produtividade e renda.

O vídeo está disponível no link abaixo:

http://www.canalrural.com.br/videos/bom-dia-campo/presidente-fetaesp-fala-sobre-desafios-agricultura-familiar-52934

Brasil e países africanos alinham estratégias econômicas no combate à fome

Encontro reforçou a importância do intercâmbio de conhecimentos e tecnologias para produção de alimentos saudáveis nos países africanos e de língua portuguesa

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Agricultura tem grande potencial para auxiliar na erradicação da fome no planeta. (Giuliano Martins/Arquivo Fetaesp)

A agricultura familiar como estratégia para combater à fome e à pobreza foi o tema de reunião do ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, com líderes de países africanos.

O encontro reforçou a importância do intercâmbio de conhecimentos e tecnologias para produção de alimentos saudáveis nos países africanos e de língua portuguesa.

O Brasil tem acordos de cooperação técnica que ajudam a desenvolver a agricultura familiar de outros países. Uma destas ações é o acordo com Moçambique por meio do Programa Mais Alimentos Internacional.

As primeiras máquinas brasileiras, comercializadas pelo programa, chegarão ao país africano ainda neste mês. O maquinário produzido pela indústria brasileira foi enviado de navio e deve começar a chegar ao país a partir do 24 de fevereiro. Nessa primeira remessa, foram enviados 250 tratores em 84 contêineres.

De acordo com o ministro Patrus Ananias, essas estratégias são fundamentais para o intercâmbio de conhecimento e conquistas como a erradicação da pobreza.

“Nós queremos levar as nossas experiências, conquistas tecnológicas e equipamentos para outros povos, especialmente aos povos da América Latina e África. E queremos também aprender com eles em uma ação integrada para que, juntos, possamos erradicar a fome e a desnutrição em nossos países e em todo o mundo”, afirmou.

Neste sentido, outras estratégias foram debatidas no encontro como a realização do Seminário “CPLP Juntos contra a Fome através do Desenvolvimento Agropecuário e Infraestrutura”, que está previsto para setembro deste ano, em Uberaba (MG).

Mais Alimentos Internacional

O Programa Mais Alimentos Internacional tem dois objetivos: estabelecer uma linha de crédito concessional para o financiamento de exportações brasileiras de máquinas e equipamentos destinados à agricultura familiar e fornecer apoio a projetos de desenvolvimento rural para o fortalecimento da produção da agricultura familiar por meio da cooperação técnica e do intercâmbio de políticas públicas.

Coordenado pelo MDA, o programa tem a participação de mais de 500 empresas brasileiras, que exportam para seis países: Zimbábue, Moçambique, Senegal, Gana, Quênia e Cuba.

O governo brasileiro já aprovou R$ 1,2 bilhão em exportação de tecnologia de máquinas agrícolas, área em que o Brasil é referência mundial. A previsão é de que mais de 2,5 mil tratores sejam comercializados pelo programa.

Além disso, mais de 60 mil equipamentos e máquinas agrícolas também serão usados nas lavouras dos países cooperantes.

Moçambique

No total, foram enviadas três remessas de tratores para Moçambique. Até a primeira semana de março, outras máquinas e diversos implementos agrícolas serão enviados. São 583 tratores e 2,6 mil implementos agrícolas que sairão do Brasil com destino ao país africano nesta primeira etapa.

“Estes equipamentos vão ajudar a aumentar a produtividade e explorar mais áreas em Moçambique. A terra não é um problema, há áreas produtivas que não são exploradas e com esses equipamentos teremos possibilidades de produzir mais e erradicar a fome no país e também no mundo”, destacou o representante da FAO na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Helder Muteia.

Ministério do Desenvolvimento Agrário

Programa Dia a Dia Rural entrevista presidente da Fetaesp

Braz Albertini falou sobre os desafios da agricultura familiar e dos problemas enfrentados pelo setor

Braz Terra Viva - 22.01.2015

Braz comentou sobre as necessidades de acesso à tecnologia e melhoria da extensão rural no país. (Foto: Paulo Palma Beraldo/Fetaesp)

As dificuldades de compra de insumos e venda de produtos. A necessidade de acesso à tecnologia e o desafio de manter os jovens no campo.

Esses foram alguns dos temas debatidos pelo presidente da Fetaesp, Braz Albertini, no Programa Dia a Dia Rural, da TV Terra Viva, apresentado pela jornalista Andrea Godoy.

No começo da conversa, Braz defendeu que a agricultura familiar não é tratada da forma como merece. “A agricultura familiar tem um potencial muito grande, mas é preciso explorar isso. Fazer esse produtor atingir um bom nível de produção. Fala-se muito em agricultura familiar, mas na prática faz-se pouca coisa”, disse.

Braz disse que para os agricultores empresariais, graças ao volume de capital e à extensão da terra, o acesso às tecnologias é mais viável, além da possibilidade de comprar insumos e vender produtos em escala, obtendo preços melhores.

“Na agricultura familiar, a colocação do produto no mercado é mais complicada. Na hora de comprar insumos também. Nós temos que organizar esses agricultores e suas produções, seja em associações ou cooperativas”, disse.

E, para isso, destacou a necessidade de melhorar a extensão rural e a assistência técnica. “A agricultura familiar precisa desse empurrão. É necessário pegar as pesquisas dos institutos e levar até essas pessoas. A verdade é que não se tomou até hoje a decisão política de viabilizar a agricultura familiar”, explicou.

O Dia a Dia Rural é exibido de segunda à sexta das 11:30 às 12:00 e traz entrevistas, debates técnicos e informações sobre o agronegócio no Brasil e no mundo. Para ver a entrevista, acesse esse link.

http://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia.aspx?n=740006

Departamento de Comunicação Fetaesp – (14) 2106-2800

Pronaf fecha primeiro semestre da safra 2014/2015 com novo recorde

O valor das operações de crédito nos seis primeiros meses do ano agrícola 2014/2015 é recorde para o período.

De julho a dezembro de 2014, o total aplicado pelos agricultores familiares brasileiros alcançou R$ 15,2 bilhões. Este valor é aproximadamente 23% acima do que foi contratado no mesmo período na safra 2013/2014.

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Mais de 1 milhão de contratos foram assinados.  (Foto: Paulo Palma Beraldo/Fetaesp)

São mais de 1,1 milhão de contratos que viabilizaram acesso às linhas de custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

No período, os agricultores familiares aplicaram R$ 8,3 bilhões em mais de 726 mil contratos em investimento. O montante foi utilizado para aquisição de máquinas agrícolas, tratores, colheitadeiras, animais, implantação de sistemas de armazenagem e de irrigação, projetos de melhoria genética, adequação e correção de solo, recuperação de pastagens e ações de preservação ambiental.

Os outros R$ 6,9 bilhões, em mais de 415 mil contratos, foram para operações de custeio. A verba foi usada para despesas de atividades agrícolas e pecuárias, aquisição de insumos, realização de tratos culturais e colheita, beneficiamento ou industrialização do produto financiado, produção de mudas e sementes certificadas e fiscalizadas.

De julho a dezembro de 2014, as mulheres acessaram R$ 2,2 bilhões em mais de 306 mil contratos. Na safra anterior, no mesmo período, elas aplicaram R$ 1,8 bilhão em 297.606 contratos.

O Plano Safra 2014/2015, que termina em junho deste ano, prevê a disponibilização de R$ 24,1 bilhões.

*Os valores foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).

Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário

São Paulo tem novo secretário da agricultura

Cerimônia de posse na capital paulista reuniu mais de 700 participantes

O deputado federal reeleito nas últimas eleições, Arnaldo Jardim, ocupará o cargo de Mônika Bergamaschi, secretária entre 2011 e 2014.

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Arnaldo Jardim em discurso no dia da posse. (Foto: João Luiz/SAA/SP)

Mais de 700 pessoas estiveram presentes na posse do novo secretário, ligado ao setor sucroenergético, no dia 08 de janeiro, em São Paulo.

Na ocasião, Arnaldo Jardim reforçou a importância da agricultura paulista, dizendo que o estado é o maior produtor de açúcar, etanol e laranja, além de ter importante parcela na produção nacional de café, ovos, frutas entre outros. Jardim colocou a sustentabilidade e o setor sucroenergético como prioridades em sua gestão.

O presidente da Fetaesp, Braz Albertini, participou do evento, reforçando o papel da entidade em representar o segmento da agricultura familiar no estado.

Relatório de sustentabilidade

O relatório de sustentabilidade da Secretaria de Agricultura e Abastecimento durante o período de 2011 a 2014 foi distribuído aos presentes. O documento traz informações sobre ações realizadas no período.

O documento começa com uma carta do governador Geraldo Alckmin, seguida por outra de Mônika Bergamaschi para depois trazer dados como a área agrícola paulista, de 21,4 milhões de hectares, distribuídos por 325 mil propriedades rurais.  Deste número, a metade é formada pela agricultura familiar.

O relatório lembra que a Secretaria está presente em 594 municípios paulistas e conta com 4.945 servidores. Relembra também a história da secretaria e suas realizações, já que ela existe desde 1891.

O relatório aponta o papel fundamental no Brasil até 2050, em um mundo onde a população mundial deverá atingir 9,6 bilhões de pessoas. Poucos países podem aproveitar melhor esse potencial de crescimento agropecuário que o Brasil, aponta o documento.

Há ainda informações sobre o acesso a crédito e de financiamentos como o Pró-Trator II e o Pró-Implemento II, que dobraram na gestão. Além disso, mais de 2.400km de estradas rurais foram recuperados pelo Programa Melhor Caminho e ressalta as ações da pesquisa agropecuária paulista: há 1531 linhas em andamento.

O relatório aponta o principal problema do setor como a comunicação e sua imagem perante a sociedade. Outro desafio da secretaria é auxiliar no desenvolvimento dos agricultores familiares, papel exercido pela Fetaesp através de políticas públicas e da Agrifam, a feira da agricultura familiar.

Departamento de Comunicação Fetaesp